sábado, 8 de dezembro de 2007

Pequeno Léxico de palavras incompreendidas

Adeus - Um certo olhar para trás sem nada lamentar...

Liberdade - Deixar de pretender ser importante para alguém...

Amor - Sentido no corpo e nada mais...

Angústia - Única maneira de conciliar alma e corpo...

Deus
- Ao morrer se libertou dos homens. Portanto, só existe pois a sua existência é desnecessária...

Futuro - Mero medo do presente...

Filosofia - Relação direta entre fracasso e redenção...

Metafísica - Perguntas que perguntam-se a si mesmas...

Morte - Aquilo que não se vive, por isso não se sabe...

- Acreditar que é preciso acreditar em algo...

Melancolia - Um misto de Walter Benjamin e Enrico Caruso...

Teatro Mágico

extraído de um blog que eu não lembro o nome
Harry Haller olha-se em um espelho quebrado onde contempla as suas diversas faces que nem ele mesmo conhece; mas que estão ali e fazem parte do seu ser. Depois de Descartes somos no mínimo dois, e depois de Nietzsche milhares. Definir uma pessoa é sempre uma tarefa difícil e sempre carregada de equívocos, pois em um mundo fragmentário nós mesmos somos fragmentos – um pedaço de si a cada momento, jamais tudo ao mesmo tempo, jamais uma unidade coesa. Talvez sejamos uma jaula onde diversos seres estão em constante conflito... A cada momento da vida libertamos um lobo que há em nós, e a nossa pobre razão sempre quer "paz", jamais silêncio a sós consigo mesma, pois o grito que vem de dentro ecoa, e acorda as diversas almas que brigam entre si em nosso ser.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Um bigodudo no pedaço

Bom pessoal
Faz duas semanas que não apareço...mas fiquei sabendo que a hora é do Nietzsche...Marcos tem uma indicação para os amigos?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

De corpo e alma

Na última, não pude ir... me doeu n'alma.
Na penúltima, se lembro bem, passamos por aqui.

Na real, faz tempo que falamos de corpo. Corpo sem órgãos, corpo múltiplo, corpo em linha de fuga, corpo em devir-outro. E a alma, onde está? Pelo inconsciente passamos diversas vezes e digo isso porque as vezes esse moço parece tanto com algo de alma...

Espinoza pergunta: o que pode um corpo? Com ele, abandonamos a necessidade de circunscrever os limites físicos do corpo. Abandonamos o conceito biológico de corpo por um conceito ... de corpo. Completem, por favor. O corpo virou devires: o corpo virou modos de ser e agir. O corpo foi afetado e acionou afecções.

Na real, nada disso tá muito claro na minha cuca, mas acho que o problema, sendo curto e grosso é: A alma foi um grande problema pra filosofia durante muito tempo, até onde entendo. As sensações corporais eram bobagens a serem racionalizadas pela mente (alma, no caso). Com Deleuze e Guatarri, as sensações são tudo: é nelas e com elas que há produção de conhecimento. E aí vem perguntas: isso quer dizer que abandonamos a alma? O que pode a alma? Há corpo e alma em D&G?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

e-mails

Então...estava eu tomando uma cerveja, semi-deitado em minha cama, com minha namorada a tiracolo, lendo novamente o tal do Mil Platôs, rizoma e etc, muitos etc. No fundo, li duas páginas, mas que me adentraram a mente e foram germinando, germinando. Logo no início aquelas frases ressoavam pelas caixas de som; "um vazio se faz em meu peito, e de fato eu sinto em meu peito um vazio". É do Cartola mesmo? É do autor sua autoria? Faqlávamos mesmo dos agenciamentos coletivos. Falávamos das loucuras sociais e das individualizações invólucras que despotencializam a análise implicada, a implicação em todo e qualquer olhar. Enfim, fui catando frases, enunciados, e tudo aquilo foi me apertando o peito; apertando de vazio.

"As velocidades comparadas de escoamento, conforme estas linhas (...há linhas de articulação ou segmentaridades, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação), acarretam fenômenos de retardamento relativo, de viscosidade ou, ao contrário, de precipitação e de ruptura. Tudo isto, as linhas e as velocidades mensuráveis, constitui um agenciamento"

fui procurar agenciar no dinionário eletrônico, o que não obtive muitop suicesso, mas fez-me pensar o conceito de agenciamento a partir da palavra relação... como uma relação constituída, preenchida, que produz agenciamento. Enfim, dá pra viajar bastante só neste paragrafo. A questão é que há mais, e mais.

"...não se sabe ainda o que o múltiplo immplica, quando ele deixa de ser atribuido, quer dizer, quando é elevado ao estado de substantivo".

A viagem é que o substantivo me parece aqui como um enrigecimento do conceito(aqui já substantivado) e multiplicidade com acontecimento. Pode um conceito ser um movimento? Um acontecimento?

Pra não me estender mais.

Resposta:

É o VAZIO de que tu falas é o múltiplo, o deserto extenso e lotado de criaturas e de vidas outras...pensando no nomadismo o rizoma responde a este caminhar onde tudo é o próprio mundo do nômade e o mundo é todo ele. Então, sem o livro do lado e pensando neste teu movimento "vazio", quantos processos foram abertos para todos nossas nesse encontro?
Sinto não poder estar amanhã...por questões de saúde mental, vou em uma consultinha básica, mas estarei na próxima terça louca para pensar ...porque não é sempre que fazemos isso.
Abraços

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

AH!

Uma das coisas já encontrei!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007