Na última, não pude ir... me doeu n'alma.
Na penúltima, se lembro bem, passamos por aqui.
Na real, faz tempo que falamos de corpo. Corpo sem órgãos, corpo múltiplo, corpo em linha de fuga, corpo em devir-outro. E a alma, onde está? Pelo inconsciente passamos diversas vezes e digo isso porque as vezes esse moço parece tanto com algo de alma...
Espinoza pergunta: o que pode um corpo? Com ele, abandonamos a necessidade de circunscrever os limites físicos do corpo. Abandonamos o conceito biológico de corpo por um conceito ... de corpo. Completem, por favor. O corpo virou devires: o corpo virou modos de ser e agir. O corpo foi afetado e acionou afecções.
Na real, nada disso tá muito claro na minha cuca, mas acho que o problema, sendo curto e grosso é: A alma foi um grande problema pra filosofia durante muito tempo, até onde entendo. As sensações corporais eram bobagens a serem racionalizadas pela mente (alma, no caso). Com Deleuze e Guatarri, as sensações são tudo: é nelas e com elas que há produção de conhecimento. E aí vem perguntas: isso quer dizer que abandonamos a alma? O que pode a alma? Há corpo e alma em D&G?
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3 comentários:
Então rapaz...dependendo o que tu esta chamando de alma pra filosofia, o que eu entendo que esses dois tão nos falando, é que essa divisão corpo e alma não ecziste! e que ambos se fazem parte de um mesmo corpo que pensa-sente-age. Conversei com um amigo hoje, e conversávamos sobre esse diálogo psicanálise Esquizoanálise e ele me comentou algo interessante, que creio que alivie um pouco nossa ânsias: a questão não é a existência do ser-eu opu não, a questão é a exarcebação do sujeito em detrimento de um coletivo (que coletivo que nós temos hoje?).
o que me parece, muito complicada.
mas vamos lá.. a ver se entendo... Deslocar a questão da 'alma-corpo' para a problematização da exacerbação do sujeito em detrimento de um coletivo? Assim a gente situa a questão mais no como surge esse sujeito e menos em como funciona esse sujeito.
Vamos lá.. Este que falas é aquele indivíduo sujeito estruturado e mais ou menos constante que pensa na cabeça e sente na pele não é? Seria o tal sujeito exacerbado aquele corpo limitado, cuja identidade a si mesmo faz com que seja um e só, muito bem cindido de tudo o que ele mesmo não é: coletivo que resta?
Se for assim, como estou entendendo... nos propõem os D&G deixarmos em suspenso esse sujeito e pensarmos uma substância que se assujeita, uma enorme pele que se estende ao infinito e sente-pensa suas próprias dobras e cavidades e mucosas, hum?? Assim essa enorme pele não é algo que subjaz o sujeito, não está fora, é ele mesmo esta pele, uma parte dela.
Bom, indo por aí então é justamente em deixarmos suspenso tal sujeito e dirigirmo-nos mais primeiro à contemplação de um coletivo que se faz e refaz em agenciamentos e velocidades várias, que temos possível o vislumbre do tal ser unívoco que se dobra sobre sua prória substância.
A tal substância seria o plano imanente que, diferindo de si mesmo a cada momento, cria maneiras de ser novas a cada vez que vê a si mesmo no espelho dos seus próprios olhos dobrados, e assim podemos pensar na alma e no corpo e no coração que são todos modulações em diferença da mesma substância? (Lembrei agora da Loucura Controlada, que é uma definição do mundo que o brujo dá ao Castañeda em 'uma estranha realidade'..)
Tá... mas ainda não compreendi como chegar à substância sendo capaz de consciência de si, à alma suscetível à afetação.
Por fim: Pode então a alma ser o corpo e o corpo o próprio plano todo em um acidente de ser corpo e esse corpo mesmo sofrer acidentes de ter alma, acidentes de ter espírito, acidentes de ter consciência? Se for assim, o que define? Onde está o controle dessa 'loucura controlada'?
Como diz lá no MP:"Pois é isto o essencial: um conjunto vago, uma síntese de disparates só é definida por um grau de consistência que torna precisamente possível a distinção dos elementos disparatados que o constituem (discernibilidade).
Mas o que é que define esse grau de consistência que organiza os fluxos em sujeito, corpo, alma? Como se sai do vago para ser conjunto vago? Talvez ler de novo o que antecede a citação.. é sobre o ritornelo. Talvez...
Enquanto isso me diz aqui no ouvido uma música: "Primeiro tem uma montanha, depois não tem montanha, depois tem. A lagarta fecha sua pele para achar a borboleta lá dentro." (imanência? caosmo?)
não sei.. mas a coisa vai se movendo.
ufa...achei que não ia terminar nunca! hehehehe...nossa, muitas informações, não sei o que dizer agora, e agora, e agora...acho que vou esperar mais um pouco e ler novamente ante sde responder...mas aco que desviei um pouco a questão sim...embora essa história de dividir corpo e alma não seja a questão para os D&G... ou é?
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