sábado, 8 de dezembro de 2007

Pequeno Léxico de palavras incompreendidas

Adeus - Um certo olhar para trás sem nada lamentar...

Liberdade - Deixar de pretender ser importante para alguém...

Amor - Sentido no corpo e nada mais...

Angústia - Única maneira de conciliar alma e corpo...

Deus
- Ao morrer se libertou dos homens. Portanto, só existe pois a sua existência é desnecessária...

Futuro - Mero medo do presente...

Filosofia - Relação direta entre fracasso e redenção...

Metafísica - Perguntas que perguntam-se a si mesmas...

Morte - Aquilo que não se vive, por isso não se sabe...

- Acreditar que é preciso acreditar em algo...

Melancolia - Um misto de Walter Benjamin e Enrico Caruso...

Teatro Mágico

extraído de um blog que eu não lembro o nome
Harry Haller olha-se em um espelho quebrado onde contempla as suas diversas faces que nem ele mesmo conhece; mas que estão ali e fazem parte do seu ser. Depois de Descartes somos no mínimo dois, e depois de Nietzsche milhares. Definir uma pessoa é sempre uma tarefa difícil e sempre carregada de equívocos, pois em um mundo fragmentário nós mesmos somos fragmentos – um pedaço de si a cada momento, jamais tudo ao mesmo tempo, jamais uma unidade coesa. Talvez sejamos uma jaula onde diversos seres estão em constante conflito... A cada momento da vida libertamos um lobo que há em nós, e a nossa pobre razão sempre quer "paz", jamais silêncio a sós consigo mesma, pois o grito que vem de dentro ecoa, e acorda as diversas almas que brigam entre si em nosso ser.