sábado, 8 de dezembro de 2007

Teatro Mágico

extraído de um blog que eu não lembro o nome
Harry Haller olha-se em um espelho quebrado onde contempla as suas diversas faces que nem ele mesmo conhece; mas que estão ali e fazem parte do seu ser. Depois de Descartes somos no mínimo dois, e depois de Nietzsche milhares. Definir uma pessoa é sempre uma tarefa difícil e sempre carregada de equívocos, pois em um mundo fragmentário nós mesmos somos fragmentos – um pedaço de si a cada momento, jamais tudo ao mesmo tempo, jamais uma unidade coesa. Talvez sejamos uma jaula onde diversos seres estão em constante conflito... A cada momento da vida libertamos um lobo que há em nós, e a nossa pobre razão sempre quer "paz", jamais silêncio a sós consigo mesma, pois o grito que vem de dentro ecoa, e acorda as diversas almas que brigam entre si em nosso ser.

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